O aprendizado tem como mestre o exemplo também.

Os jovens de hoje, talvez diferentemente dos de ontem, como diriam nossos pais, estão além dos limites. Contudo, mesmo inseridos em contextos maiores de grupos e idéias, os jovens são frutos da educação e limites que os pais e os responsáveis os oferecem.
Certa vez, ao ser questionado no programa do Jô Soares, Mário Sérgio Cortela – Filósofo formado pela PUC, respondeu: “ – O mundo que deixaremos para nossos filhos depende dos filhos que deixaremos para este mundo!”.
Pois bem, nada mais retórico e verdadeiro. Abordamos – em demasia – o efeito sem analisarmos as causas disso. O permissionismo e as famílias desestruturadas são pano de fundo na maioria dos casos. Todavia, não é sempre assim. Jovens de classe média e alta, subvertem a regra impregnada em nossa sociedade e ultrajam vários limites. Bebedeiras, desordem, badernas, agressões. É vasto o repertório de jovens organizados em grupos, bandos.
Mas o que faltaria ao jovem de hoje?
A falta de tato em lidar com um “não”, a falta de pulso dos responsáveis em manter posição diante de um erro cometido abrandam a percepção do erro ao mesmo tempo que incentivam os jovens em alargarem seus limites. Testando ora os pais, testando ora a sociedade.
A resposta que a sociedade precisa pode estar bem perto de si, em seus núcleos familiares. Contudo, a vida corrida, o dia a dia agitado impedem que vários laços se façam plenos. Em contrapartida, concessões em excesso mimam em vez de educar. É o compensar inconsciente/consciente que os pais laçam mão para ocupar o vazio da presença. Esquecem-se de ocupar com algo que seja bom para o mundo em que eles viverão não mais juntos um dia.
Bruno Velasco
Estudante de Jornalismo
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